Memórias Poéticas - Cidade Perdida - Labirinto da Bahia Redonda, em Costa Marques/RO

Há várias afirmações que a Cidade Perdida, no meio da floresta, também chamada de Labirinto da Bahia Redonda tenha sido habitada pelos INCAS, muito antes da construção do Forte Príncipe da Beira. Ainda não foi comprovado, mas os indícios leva a crê que ali, no meio da floresta, uma civilização antiga habitou aquele lugar. Percorremos o Labirinto da Bahia Redonda entre as arvores, cipós, animais e bichos de todos os tipos, além é claro dos mosquitos que atuam com maestria retirando o nosso sangue. Veja mais informações: https://www.youtube.com/watch?v=iyuATzuaxmI

 

 

  

 


 

 













 

 

 

 

 





 

 





















Memórias Poéticas o cenário: O Forno & histórias

As obras do forno do Forte Príncipe da Beira

Em 1775, o ritmo das obras continuava intenso, apesar das intempéries durante o período, como doenças que atingiram os escravos e trabalhadores livres. Sambucetti descreve o término da construção de uma olaria e do forno que seriam utilizados para o fabrico de telhas para cobrir os armazéns e outros edifícios que se encontravam em fase de conclusão.






História do imaginário popular


"As diversas historias que a Fortaleza inspira com seus ares de mistérios. São narrativas populares, o primeiro conto diz respeito à estrada de chão de barro batido, com seus 25 km de extensão, ligando Costa Marques à comunidade. Os mais antigos relatam que até os dias atuais, é impossível trafegar à noite por aquelas plagas. Assombrações sinistras estão à espreita dos mais incautos que, não raras vezes, insistem em viajar pela madrugada, a pé ou em suas bicicletas. O trajeto é mal-assombrado em razão das dezenas de mortes trágicas ocorridas durante os idos passados. Quem insiste em seguir, sente um peso estranho no bagageiro da bicicleta, porém, o medo mórbido de olhar para trás impede de descobrir quem é o “fantasma” que pega carona. 

Outra estória conhecida denota o perigo de passar em frente da entrada principal da fortaleza, simplesmente pelo fato de ter a desagradável companhia de uma mulher vestida de branco, alguém que faleceu em época desconhecida, mas, não se tem conhecimento se algum morador mais desavisado dialogou com as fantasmagóricas aparições". 

Memórias Poéticas nas paredes do tempo

Nas paredes da memória 

Essa lembrança 

É o quadro que dói mais...

                                                            Elis Regina

 
Paus segurando paredes do majestoso em ruínas. Logo na entrada, a ilusão de ótica que engana nosso olhar em relação ao tamanho dele, assim enganaram também os inimigos que quando se davam conta já estavam na mira dos canhões do Forte. O calabouço calou me e me pesou o pensamento: Como alguém poderia viver num local daquele? Seria melhor morrer logo. E os demais, que não estavam presos, como viviam no conforto vendo seres humanos vivendo no inferno do Calabouço?  Que pessoas são essas?? A engenharia de tudo é coisa de primeiro mundo em uma época tão sem recursos tecnológicos. Os engenheiros de hj deveriam aprender com eles. Em todo nosso percurso dentro do forte, histórias e mais histórias , das mulheres da época muito pouco se sabe, há registros vagamente sobre as cozinheiras, lavadeiras e mulheres da casa de Tolerância. Tolerar, essa é a palavra mesmo. Há escritos sobre Ana Moreira que mandava e muito, mas quase não aparece na história e isso me despertou para ir buscar mais sobre essa mulher, essa figura feminina que fez história no local.

 

  



Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.




Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.

Manoel de Barros - Memórias inventadas

  





...Eu corro ela corre mais,
eu grito ela grita mais,
sete demônios mais forte.
Me pega a ponta do pé
e vem até na cabeça,
fazendo sulcos profundos.
É de ferro a roda dentada dela.

                                  Adélia Prado